O desafio de aceitar o autismo de um filho

O desafio de aceitar o autismo de um filho

Aceitar o diagnóstico de autismo de um filho pode ser desafiador. Embora o caminho até o resultado seja longo, com análises clínicas intensas, entrevistas e aplicação de instrumentos específicos, nem sempre a família está preparada para a resposta que busca há tanto tempo.

A notícia muitas vezes vem acompanhada da quebra de expectativas e da incerteza em relação ao dia a dia da criança. Por isso, quando o diagnóstico é revelado, é comum que a família vivencie algumas emoções, como tristeza, raiva e culpa, e passe por um período de negação.

E pudera! De um lado, os pais se veem confrontados com a realidade de que a jornada de seu filho pode ser diferente do que eles esperavam; do outro, a criança precisa do apoio familiar para que possa se desenvolver em sua plenitude e entender como lidar com as diferenças e barreiras do dia a dia.

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Por que é tão difícil aceitar o autismo?

Antes de continuarmos, é importante entender que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta a capacidade de relacionamento com pessoas e o ambiente, a comunicação e o comportamento.

Na prática, ele se caracteriza pelo desenvolvimento atípico, além de déficits na comunicação e reprodução de padrões comportamentais repetitivos e estereotipados. Acontece que nada disso é uma regra estabelecida e cada criança possui seus próprios interesses, habilidades e desafios.

E esse é o grande desafio.

O autismo ainda é cercado por estigmas. Não à toa, muitos pais se preocupam com o julgamento da sociedade e o impacto que o distúrbio pode ter na vida de seus filhos, no âmbito social, educacional ou profissional.

Da mesma forma, algumas famílias podem passar por um processo de luto após receberem o diagnóstico de autismo – e isso é supernormal.

Ainda que as reações sejam esperadas, é importante aceitar o autismo e criar um ambiente de apoio. Esse cuidado é fundamental para o bem-estar emocional e desenvolvimento pessoal dos pequenos.

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Como aceitar o autismo?

Para aceitar o autismo é preciso ressignificar os sonhos e planos. Isso envolve abandonar as expectativas pré-concebidas e aprender a valorizar e celebrar as conquistas únicas de seus filhos.

Ou seja, em vez de focar no que poderia ter sido, os pais devem encontrar maneiras de apoiar o desenvolvimento de seus filhos dentro de suas capacidades individuais.

A terapia desempenha um papel crucial neste processo. Com apoio profissional, os pais têm um espaço seguro para compartilhar experiências, explorar seus sentimentos e processar suas emoções, encontrando maneiras saudáveis de lidar com o estresse e a ansiedade.

E o tratamento vai além! A terapia oferece insumos para ajudar os pais a aceitarem a condição de seus filhos e a entenderem os traços e características do autismo. Na prática, esse panorama garante, ainda, a condução adequada e comunicação eficaz, além do desenvolvimento de estratégias de apoio e de outras habilidades práticas.

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Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

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Fernanda Correa Brito Araujo
Fernanda Correa Brito Araujo

Idealizadora e supervisora clínica da Desenvolviver, a psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387) tem especialização em Psicanálise Clínica, Neuropsicologia e Psicologia do Trânsito, forte experiência em Perícia Forense, Psicologia Escolar e Recursos Humanos, com passagem por multinacionais como Roche, Allergan e General Eletric do Brasil.

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