O que é uma pessoa demissexual?

O que é uma pessoa demissexual?

A palavra demissexual esteve na lista de termos mais buscados no Google em 2022. Nos últimos anos, aliás, o assunto tem ganhado cada vez mais destaque, especialmente porque pessoas famosas deram voz à comunidade.

Sim, da comunidade. Embora ainda não seja amplamente conhecida, a demissexualidade é uma orientação sexual como qualquer outra – heterossexual, homossexual, bissexual, assexual e pansexual, para citar as mais famosas.  A diferença é que, neste caso, a pessoa se sente atraída por outra apenas quando há um vínculo afetivo entre elas.

De acordo com a The Asexual Visbility and Education Network, o termo vem, justamente, de estar “a meio caminho entre” sexual e assexual. Em outras palavras, pode ser caracterizado quando não há atração sexual imediata ou baseada em aparência física, uma vez que a atração se desenvolve ao longo do tempo e tem como base as conexões emocionais, confiança e intimidade.

 

Caminhos e desafios da pessoa demissexual

Embora seja menos conhecida, a demissexualidade é válida, especialmente para aqueles que se identificam como parte da comunidade. Mas, ainda assim, é importante conceituar e eliminar estereótipos.

Ser demissexual não é o mesmo que ser assexual, por exemplo. O primeiro grupo tende a sentir atração sexual somente após estabelecer uma conexão emocional profunda com alguém; enquanto os assexuais experimentam uma falta de atração sexual por outras pessoas, independentemente da conexão emocional.

Para o demissexual, a intimidade, a confiança ou a admiração são condicionantes para que uma pessoa seja atraente. E isso pode ser um desafio, especialmente no mundo moderno, onde os relacionamentos são, muitas vezes, marcados pela superficialidade e pela rapidez com que começam e terminam.

A terapia se consolida, nesse cenário, como um recurso valioso. Além de proporcionar um espaço seguro para que as pessoas possam explorar seus sentimentos e desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmo, o processo permite identificar e desafiar preconceitos e padrões impostos pela sociedade.

Mais do que isso, com a ajuda de profissionais é possível explorar experiências, estabelecer limites saudáveis nos relacionamentos, alinhados com seus valores e necessidades emocionais, e, principalmente, construir uma nova narrativa que permita lidar com os desafios diários.

A terapia tem um papel importante também na aceitação. O preconceito e a deslegitimação da demissexualidade fazem com que, muitas vezes, as pessoas não se aceitem – ou, pior, achem que há algo de errado com elas. Ao explorar seus sentimentos e emoções e se reconhecer, é possível fortalecer a autoestima e aceitar sua verdade como única – e legítima.

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Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

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Fernanda Correa Brito Araujo
Fernanda Correa Brito Araujo

Idealizadora e supervisora clínica da Desenvolviver, a psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387) tem especialização em Psicanálise Clínica, Neuropsicologia e Psicologia do Trânsito, forte experiência em Perícia Forense, Psicologia Escolar e Recursos Humanos, com passagem por multinacionais como Roche, Allergan e General Eletric do Brasil.

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