Suicídio na Mídia

por | nov 8, 2017 | Dicas | 0 Comentários

Esse ano de 2017 tem dado maior visibilidade à temática do suicídio com a série “13 reasons why”, o jogo da Baleia Azul e o suicídio de celebridades, como o vocalista da banda Linkin Park, Chester Bennington. 

Tais eventos, embora impactantes, incitam e levam à luz essa discussão e mostrando a importância do cuidado da saúde mental. Cada dia mais as pessoas tem conversado e refletido sobre, numa tentativa de que o suicídio não seja mais considerado tabu. O suicídio precisa deixar de ser tabu, discutir sobre saúde mental é importante, pois é falando sobre que podemos prevenir e ajudar o próximo.

O suicídio é um mal silencioso, no qual é pouco falado, evitado, e a população encontra dificuldade em ver os sinais de que alguém próximo esteja com ideais suicidas. Para se ter uma noção, cerca de brasileiros se suicidam, taxa Que, proporcionalmente, é maior que a das vítimas de AIDS e e câncer(!!!). De acordo com a OMS a cada 10 casos de suicídio, 9 poderiam ser prevenidos. Tais números mostram a urgência de falar sobre essa temática tão delicada, incitar debates constantes e preparar a população diante desse problema. 

Agora, qual o objetivo do setembro amarelo e da conscientização e prevenção do suicídio? Que mensagem é passada?  

A função de todas essas campanhas servem tanto para aquele que está passando por dificuldades e que tem tendência a ter ideações suicidas quanto para a população no geral, que em algum momento poderá se deparar com alguém próximo ou em seu cotidiano que apresente essa questão. O setembro amarelo está aí para mostrar que quando alguém fala que quer tirar a própria vida não está meramente querendo chamar atenção, que não é algo que deve ser banalizado e ignorado, mas que sim deve se dar atenção, pois para uma pessoa chegar ao ponto de querer se suicidar é porque há um sofrimento muito grande.   

Para quem está com dificuldades emocionais e tenha pensamentos suicidas, é importante saber que não se está sozinho e que há uma saída. Por isso, assumir que precisa de ajuda é fundamental e procurar alguém próximo de você/ ajuda profissional para falar sobre esses assuntos é preciso. Conversar com pessoas próximas, sejam familiares ou amigos, talvez consigam dar acolhimento, inclusive podem aconselhar o auxílio de um profissional, como um psicólogo ou psiquiatra. Nesses casos o acompanhamento com um profissional é de suma importância pois este além de realizar o acolhimento, possui a escuta diferenciada e qualificada para tratar casos como esse, além de auxiliar o sujeito a lidar com o sofrimento e encontrar formas de ter maior bem-estar, autoestima, autonomia, etc. Para episódios agudos, quando um indivíduo está com pensamentos persistentes, recomenda-se fortemente que a pessoa comunique a alguém de seu convívio, ao profissional que te acompanha, e inclusive existe um serviço que funciona integralmente com voluntários que oferecem acolhimento e escuta em momentos de crise, que é o CVV (Centro de Valorização da vida). Basta ligar 141.  

Agora, não é só quem está passando por um momento difícil que deve receber orientação. Importante dizer que há alguns sinais que merecem atenção, bem como situações e contextos que levam uma pessoa a pensar em suicídio e que precisa se atentar, como:  

  • Pessoas com depressão ou outro transtorno psiquiátrico  

  • Uso e abuso de drogas  

  • Comportamento de isolamento  

  • Baixa autoestima, desinteresse nas atividades cotidianas e nas prazerosas, sentimento de solidão  

  • Frases de alarme: não necessariamente a pessoa dirá claramente que quer se matar, mas poderá dizer coisas como “eu não aguento mais”, “cansei de viver”, entre outras frases que chamem atenção a essa temática 

  • Melhora súbita/simulação de bem estar: suspeite quando uma pessoa que, por exemplo, esteja em um quadro de depressão grave e subitamente (não numa construção, que vai se sentindo melhor aos poucos, é de um dia para o outro mesmo) está muito bem. Muitos casos de suicídio ocorrem com indivíduos nesse contexto.  

Claro que em alguns casos a pessoa não mostra sinais de que quer cometer suicídio, porém apresento alguns sinais que podem auxiliar de alguma forma. Além de perceber tudo isso, acolher quem precisa é muito importante. Acolha, ouça o que o outro tem a dizer, diga que está lá por ele/a para o que precisar, recomende ajuda especializada. Todas essas posturas podem ajudar e prevenir. Fazer o básico é importante, não banalizar e tomar cuidado naquilo que se recomenda e fala ao seu amigo ou familiar, pois por mais que a intenção seja ajudar, as vezes pode atrapalhar e/ou agravar o quadro. As vezes tudo o que alguém precisa é ser ouvido sem ser julgado e receber acolhimento. 


Fernanda Brito

Fernanda Brito

Idealizadora e supervisora clínica da Desenvolviver, com especialização em Psicanálise Clínica e forte experiência em psicologia escolar e RH. Também promove palestras em empresas e eventos pelo Brasil, falando sobre temas como ansiedade, depressão, conflitos familiares, estresse pós-traumático, bullying, entre outros.


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