Sentir ciúme é errado?

por | jun 4, 2020 | Questões Emocionais | 0 Comentários

O ciúme é um sentimento muito natural do ser humano. Afinal de contas, todo mundo de alguma forma tem medo de perder algo ou alguém, não é verdade?

Assim como todo sentimento, o ciúme deixa de ser algo, digamos, saudável, quando passa da medida e começa a prejudicar quem sente, quem é o objeto de desejo e quem ou o que, querendo ou não, acaba sendo o motivo do ciúme.

Ou seja, para nascer o ciúme são necessários três elementos: a pessoa que sente, o objeto de desejo e a pessoa/situação real ou imaginário que desperta o ciúme. É o terceiro elemento que pode levar o ciúme se torna a ameaça da relação.

Sentir ciúme não é errado, porque faz parte da nossa vida. Em certos casos ele pode até deixar o casal mais unido, porque este sentimento ganhar status de preocupação, de zelo. Mas ele precisa ser devidamente controlado para não machucar as pessoas envolvidas.

 

Quando o ciúme passa da medida?

A pessoa que sente ciúme dosado apresenta autocontrole e bons argumentos para tal e o sente em momentos específicos e passageiros.

A partir do momento em que o ciúme vem acompanhado de altas doses de raiva, angústia, medo e tristeza, é sinal de que a situação saiu do controle, tornando-se exagerado ou até mesmo patológico.

A pessoa com ciúme fora do normal sente a necessidade constante de saber se o outro a ama, se a está traindo ou se vai deixá-la algum dia. Apesar de perceber que o outro não dá motivos reais, não consegue se controlar e às vezes se arrepende dos excessos provocados pelo ciúme.

Há ainda a pessoa que sente ciúme porque não se acha interessante o suficiente para estar com essa ou aquela pessoa. E esse sentimento de inferioridade faz com que o ciúme seja despertado por todo e qualquer motivo, mesmo que irreal.

LEIA MAIS: 5 motivos pelos quais as pessoas fogem de relacionamentos amorosos

 

Sinais que ajudam a identificar o ciúme

Sentir ciúme normal, ou seja, um medo dosado de “perder” um namorado, um filho ou um amigo, por exemplo é algo totalmente aceitável. É justamente este receio da perda que faz a gente querer estar junto, aproveitar os momentos, dar presentes, compartilhar histórias e tornar a vida daquela pessoa feliz e plena.

Ao mesmo tempo, há pessoas que não sabem administrar esse ciúme e acabam tornando a relação insustentável.

Quando se fala em namoro, por exemplo, podemos dizer que o ciúme se torna patológico quando:

  • A pessoa deixa de viver a própria vida para vigiar o outro.
  • Implica com cor, perfumes e tipo de roupa.
  • Só sabe encontrar defeitos em todas as pessoas que se aproximam ou em alguma atividade que o outro vai fazer sem a presença da(o) namorada(o).
  • Dá chilique e briga o tempo todo, seja em público, seja quando o casal está sozinho.
  • Lê postagens de redes sociais, comentários e curtidas e estalqueia todos os amigos.
  • Tenta ler mensagens de celular, ouvir conversas.
  • Contrata detetive quando não pode estar presente para vigiar.
  • Fica paranoica, mesmo com situações que só existem na própria cabeça.

O ciúme desmedido, seja ele infundado ou não, atormenta a mente de quem sente e deixa a pessoa em eterno estado de tensão. É por este motivo que tem gente que chega a matar por ciúme, alegando erroneamente que amava demais.

Mas não pense que o ciúme patológico faz mal apenas a quem sente. Quem se torna o motivo deste sentimento descontrolado também sofre as consequências.

O excesso de vigilância sufoca, fazendo com que, em vez de ficar, a pessoa queira fugir sem deixar rastros. Além disso, o objeto do ciúme sente forte culpa e a obrigação de se autopoliciar o tempo todo para evitar novas crises e brigas.

LEIA TAMBÉM: Como lidar com a ansiedade?

 

De onde vem o ciúme patológico?

Muitos são os motivos que levam uma pessoa a desenvolver o medo incontrolável de perder alguém que ama:

  • Trauma de infância;
  • Pais controladores demais;
  • Comportamentos de família (pais, irmãos e tios ciumentos);
  • Relacionamentos passados que deixaram marcas ruins;
  • Falta de amor próprio;
  • Alta carência afetiva.

 

O que fazer ao sentir ciúme?

O ciúme é como se fosse um alerta de que as coisas não estão indo tão bem com o seu parceiro quanto você queria. Que estão começando a fugir do controle.

A primeira coisa que é preciso ser feita quando o ciúme bater é ser honesta com o parceiro. Deixe claro o que causou este sentimento. Uma relação precisa de diálogo e uma boa conversa pode mudar os rumos desse sentimento que surgiu entre vocês.

Se o ciúme está nascendo por motivos de autoestima, é hora de arranjar mais tempo para você, para se conhecer e perceber o quanto é bonita, bem-sucedida e feliz. Somente a partir daí você saberá controlar os sentimentos que lhe perturbam e desenvolver uma relação mais satisfatória.

Felizmente, o ciúme, quando exagerado ou patológico, também pode ser controlado com a ajuda de terapia. O psicólogo vai trabalhar para descobrir as causas desse sentimento desmedido e ajudar a pessoa a ressignificar este ciúme, procurando novas maneiras de construir relações mais saudáveis.

E se você precisa de ajuda para entender o ciúme e aprender a controlá-lo, conheça a clínica de psicologia Desenvolviver.

Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

Além do atendimento presencial, a Desenvolviver oferece a psicoterapia online. Para agendar a sua consulta, ligue (11) 98229-5799 ou mande um e-mail para recepcao@desenvolviver.com.


Fernanda Brito

Fernanda Brito

Idealizadora e supervisora clínica da Desenvolviver, com especialização em Psicanálise Clínica e forte experiência em psicologia escolar e RH. Também promove palestras em empresas e eventos pelo Brasil, falando sobre temas como ansiedade, depressão, conflitos familiares, estresse pós-traumático, bullying, entre outros.


0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *