Telas e infância: quando o excesso vira um risco à saúde mental

Telas e infância: quando o excesso vira um risco à saúde mental

O desafio atual: crianças consumindo tecnologia em excesso

 

Pesquisas recentes indicam que crianças entre 6 e 10 anos estão cada vez mais expostas a celulares e tablets, o que está relacionado a transtornos de ansiedade, insônia, irritabilidade e dificuldades de atenção e regulação emocional. A exposição constante a telas, especialmente antes de dormir, também interfere no sono, já que a luz azul reduz a melatonina natural.

Com as escolas entrando na era digital (Educação 5.0), pais e educadores enfrentam o dilema: proibir ou ensinar o uso consciente? A resposta está no equilíbrio: preparando crianças de 7 a 10 anos para um futuro conectivo, porém emocionalmente saudável.

 

Como educar com propósito: estratégias que realmente engajam

 

Conversas abertas sobre tecnologia

Não basta controlar o acesso — fale sobre os riscos e benefícios: “Por que você gosta desses jogos?” ou “Como você se sente quando fica sem celular?” Essa comunicação protege sem criar atrito.

Rotina do tempo de tela com pausas

Combine regras simples: por exemplo, máximo de 1h por dia, nada de celular 1h antes de dormir. Crianças entendem melhor quando há clareza nas escolhas. Ideal incluir pausa para atividades criativas e contato com a natureza.

Estimule o brincar presencial

Use datas comemorativas como gancho para incorporar jogos, história em quadrinhos e interações reais que são fundamentais para a criatividade, empatia e socialização  .

Gamifique habilidades socioemocionais

Use desafios: “Hoje vamos ajudar alguém?” ou “Quem fecha a lição sem celular ganha um ‘ponto da empatia’”. Jogos mentais ajudam a internalizar valores como cooperação, resiliência e autocontrole.

Modele comportamentos conscientes

Crianças imitam adultos. Evite usar o celular para fugir de momentos desconfortáveis. Mostre limites saudáveis: “Agora vou ficar um tempo sem olhar o celular para brincar com você”.

 

Qual é o papel da psicoterapia infantil e familiar?

 

Mesmo com estratégias eficientes, há casos em que o uso de telas esconde ansiedade, baixa autoestima ou dificuldades de adaptação escolar. A psicoterapia oferece:

 

  • Espaço para a criança falar sobre seus medos e sentimentos;

 

  • Apoio para pais desenvolverem confiança e consistência nas regras;

 

  • Intervenções que fortalecem a autorregulação emocional, mesmo no mundo digital.

 

O objetivo não é demonizar a tecnologia, mas ensinar a convivência saudável com ela, preservando o bem-estar emocional das crianças.

 

Educar crianças de 7 a 10 anos hoje é orientá-las a navegar em um universo digital com responsabilidade, equilíbrio e criatividade. A combinação de diálogo, regras claras, incentivo ao brincar e suporte psicológico pode transformar a experiência em aprendizado e desenvolvimento emocional.

 

Quer saber mais?

 

Na Clínica Desenvolviver você receberá toda a assistência de psicólogas certificadas.

 

Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

 

Além do atendimento presencial, a Desenvolviver oferece psicoterapia online.

 

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Fernanda Correa Brito

À frente da Desenvolviver, Fernanda Correa Brito (CRP 06/102387) acredita que cada criança possui sua própria forma de sentir, aprender e se desenvolver. Psicóloga especializada em Psicanálise Clínica, Neuropsicologia e Psicologia do Trânsito, dedica sua atuação ao acompanhamento humanizado de crianças, adolescentes e famílias, promovendo desenvolvimento com acolhimento, escuta e respeito à individualidade.

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