Por que um psicoterapeuta não atende amigos e parentes?

05/08/2021 | Psicoterapia

Existe uma pergunta que todo – ou quase todo – psicoterapeuta já teve que responder: por que não pode oferecer tratamento para amigos e parentes?

Quando há um psicólogo ou psicoterapeuta na família, é comum que os parentes ou amigos queiram “se aconselhar” com ele. Isso porque, além da intimidade, têm-se a impressão de que é mais fácil abrir o coração e se fazer entender quando o ouvinte é conhecido.

Entretanto, na psicoterapia as coisas não funcionam desta forma. A terapia é um processo totalmente profissional e exige um distanciamento entre paciente e psicoterapeuta.

 

Explicando melhor o papel do psicoterapeuta

É importante deixar claro que o Código de Ética dos Psicólogos não proíbe terminantemente que um psicoterapeuta preste atendimento para amigos e familiares, deixando, portanto, a cargo de cada profissional.

Ao mesmo tempo, atender pessoas conhecidas tem mais relação com o sucesso do tratamento do que com a ética em si.

Vou explicar: durante a sessão, o psicoterapeuta precisa fazer uma série de perguntas para entender a fundo a situação trazida pelo paciente. Quando quem é atendido não tem vínculo afetivo, as respostas tendem a ser mais transparentes e verdadeiras. Afinal de contas, o foco do paciente é encontrar respostas para as suas angústias e levar uma vida mais leve e feliz.

Já quando existe vínculo afetivo, o paciente apresenta dificuldades em dar respostas mais transparentes, pois há o medo de manchar de alguma forma a relação familiar ou de amizade. Ao esconder fatos e sentimentos, o tratamento não atinge a profundidade necessária para se achar a causa dos problemas e, consequentemente, a cura.

Para o psicoterapeuta o atendimento a familiares e amigos também pode ser maléfico, pois as opiniões pessoais e pré-conceitos a respeito daquela pessoa conhecida podem influenciar na condução, mesmo que de forma inconsciente.

Não podemos esquecer de que o psicoterapeuta é um ser humano, que também possui seus sentimentos e preocupações. Logo, quanto menor o vínculo afetivo, mais profissional e assertivo tende a se tornar o atendimento.

O melhor mesmo é que, dentro do ambiente familiar ou numa roda de amigos, o psicoterapeuta preste assistência e dê sua opinião sempre que desejar, mas sem tratar a situação como uma sessão profissional. Afinal de contas, um conselho é sempre bem-vindo, não é verdade?

LEIA MAIS: Psicóloga também precisa fazer terapia?

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Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

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Fernanda Brito

Fernanda Brito

Idealizadora e supervisora clínica da Desenvolviver, com especialização em Psicanálise Clínica e forte experiência em psicologia escolar e RH. Também promove palestras em empresas e eventos pelo Brasil, falando sobre temas como ansiedade, depressão, conflitos familiares, estresse pós-traumático, bullying, entre outros.

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