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Crianças e Adolescentes · Maternidade

Telas e infância: quando o excesso vira um risco à saúde mental

Telas e infância: quando o excesso vira um risco à saúde mental

O desafio atual: crianças consumindo tecnologia em excesso

 

Pesquisas recentes indicam que crianças entre 6 e 10 anos estão cada vez mais expostas a celulares e tablets, o que está relacionado a transtornos de ansiedade, insônia, irritabilidade e dificuldades de atenção e regulação emocional. A exposição constante a telas, especialmente antes de dormir, também interfere no sono, já que a luz azul reduz a melatonina natural.

Com as escolas entrando na era digital (Educação 5.0), pais e educadores enfrentam o dilema: proibir ou ensinar o uso consciente? A resposta está no equilíbrio: preparando crianças de 7 a 10 anos para um futuro conectivo, porém emocionalmente saudável.

 

Como educar com propósito: estratégias que realmente engajam

 

✅ Conversas abertas sobre tecnologia

Não basta controlar o acesso — fale sobre os riscos e benefícios: “Por que você gosta desses jogos?” ou “Como você se sente quando fica sem celular?” Essa comunicação protege sem criar atrito.

✅ Rotina do tempo de tela com pausas

Combine regras simples: por exemplo, máximo de 1h por dia, nada de celular 1h antes de dormir. Crianças entendem melhor quando há clareza nas escolhas. Ideal incluir pausa para atividades criativas e contato com a natureza.

✅ Estimule o brincar presencial

Use datas comemorativas como gancho para incorporar jogos, história em quadrinhos e interações reais que são fundamentais para a criatividade, empatia e socialização  .

✅ Gamifique habilidades socioemocionais

Use desafios: “Hoje vamos ajudar alguém?” ou “Quem fecha a lição sem celular ganha um ‘ponto da empatia’”. Jogos mentais ajudam a internalizar valores como cooperação, resiliência e autocontrole.

✅ Modele comportamentos conscientes

Crianças imitam adultos. Evite usar o celular para fugir de momentos desconfortáveis. Mostre limites saudáveis: “Agora vou ficar um tempo sem olhar o celular para brincar com você”.

 

Qual é o papel da psicoterapia infantil e familiar?

 

Mesmo com estratégias eficientes, há casos em que o uso de telas esconde ansiedade, baixa autoestima ou dificuldades de adaptação escolar. A psicoterapia oferece:

 

  • Espaço para a criança falar sobre seus medos e sentimentos;

 

  • Apoio para pais desenvolverem confiança e consistência nas regras;

 

  • Intervenções que fortalecem a autorregulação emocional, mesmo no mundo digital.

 

O objetivo não é demonizar a tecnologia, mas ensinar a convivência saudável com ela, preservando o bem-estar emocional das crianças.

 

Educar crianças de 7 a 10 anos hoje é orientá-las a navegar em um universo digital com responsabilidade, equilíbrio e criatividade. A combinação de diálogo, regras claras, incentivo ao brincar e suporte psicológico pode transformar a experiência em aprendizado e desenvolvimento emocional.

 

Quer saber mais?

 

Na Clínica Desenvolviver você receberá toda a assistência de psicólogas certificadas.

 

Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

 

Além do atendimento presencial, a Desenvolviver oferece psicoterapia online.

 

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