Mãe obsessiva: o que os filhos perdem com isso?

mae-obsessiva

Mãe obsessiva: o que os filhos perdem com isso?

Você já ouviu o termo mãe obsessiva? Embora não seja comum ao nosso vocabulário, este não é um conceito necessariamente novo e, nos últimos anos, tem sido bastante explorado em novelas, séries e filmes.

É o caso, por exemplo, da obra “Her Only Child” (Obsessão Maternal, em livre tradução). No drama, uma mãe faz de tudo para manter a filha longe de qualquer relacionamento – um reflexo bem real desse apego extremo.

Sim, real. Porque, ao contrário do que imaginamos, existem muitos pais que ainda se intrometem na vida dos filhos a este ponto. Mas, afinal, qual é o limite do maternar? Até onde é saudável ir em nome da proteção?

 

Como identificar uma mãe obsessiva

O poeta Kahlil Gibran tem uma frase bem impactante: “seus filhos não são seus filhos”. Embora seja chocante ouvir isso, a verdade é que os pais criam os pequenos para o mundo – e, sabemos, desbravá-lo nem sempre é fácil, especialmente porque os perigos são inerentes a esta vivência.

Aliás, talvez seja por isso que é tão desafiador deixá-los ir. O medo do desconhecido é uma presença constante e necessária – estranho seria se não fosse – na vida das mães. Mas, esse sentimento é ainda mais latente em alguns casos. E é aí que mora o perigo.

O termo mãe obsessiva, aliás, não é um conceito inventado e nem faz parte do imaginário. Ele reflete um problema real, que beira a toxicidade.

Na prática, consiste em um maternar não saudável, que pode causar ou ser causado por algum transtorno mental ou pela dificuldade em lidar com suas emoções.

Diferentemente do chamado “instinto de mãe”, a obsessão é sentida na pele, com impacto direto no desenvolvimento do ser humano.

É o caso, por exemplo, das mães que enxergam o filho como uma extensão da sua própria vida ou sentem um ciúme excessivo. Uma mãe obsessiva pode ser, ainda, invasiva e ter uma certa possessividade, eventualmente.

Uma combinação explosiva de fatores que refletem diretamente na individualidade e no emocional dos filhos, causando mal-estar, desgaste e insegurança.

Três dos comportamentos mais comuns de uma mãe obsessiva são:

  • Manipular
  • Intimidações, às vezes acompanhadas de humilhações
  • Chantagem emocional

Em muitos casos, os filhos de uma mãe obsessiva crescem sufocados pelo comportamento da genitora, podendo se tornar rebeldes ou altamente submissos.

LEIA MAIS: Quais as consequências da alienação parental para uma criança?

 

Mãe obsessiva: o que fazer?

Quando uma mulher se torna mãe, é normal que ela entre em um modo de superproteção e enxergue perigo em absolutamente tudo. Do carro à janela, passando por brinquedos ou brincadeiras, quase tudo é motivo para preocupação. É da natureza humana e instintivo.

Por isso é tão difícil identificar uma mãe obsessiva. Além de ser algo inconsciente, na maioria das vezes, os limites não são tão claros na prática, o que faz com que muitas pessoas não saibam que estão agindo de uma forma tóxica e até mesmo ofensiva.

Daí a importância de sair do piloto automático, colocar a mão na consciência e revisitar suas atitudes com frequência. Questionar, por exemplo, se as falas e ações estão adequadas e de que forma elas podem impactar os filhos é um primeiro passo necessário.

Da mesma forma, é preciso olhar para dentro e avaliar todas as áreas da vida. É comum, por exemplo, que uma mãe obsessiva não esteja desempenhando bem outros papéis – de profissional, de filha ou de esposa, por exemplo – ou não tenha interesses aleatórios para além da maternidade.

Entender esses pontos é fundamental, mas nem sempre é possível fazer isso sozinha. E tudo bem. Aliás, o ideal é contar sempre com o apoio profissional de um terapeuta ou psicólogo especializado. Um olhar mais atento e externo pode ser crucial nesse processo e nas etapas seguintes.

LEIA TAMBÉM: É possível desenvolver a maternagem?

Precisa de apoio nesse processo? Na Clínica Desenvolviver você receberá toda a assistência de psicólogas certificadas.

Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

Além do atendimento presencial, a Desenvolviver oferece psicoterapia online. Para agendar a sua consulta, ligue (11) 3539-2939 ou mande um e-mail para recepcao@desenvolviver.com.

 

Fernanda Correa Brito Araujo
Fernanda Correa Brito Araujo

Idealizadora e supervisora clínica da Desenvolviver, a psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387) tem especialização em Psicanálise Clínica, Neuropsicologia e Psicologia do Trânsito, forte experiência em Perícia Forense, Psicologia Escolar e Recursos Humanos, com passagem por multinacionais como Roche, Allergan e General Eletric do Brasil.

Categorias
Veja também
Contato
Siga Nossas Redes