Não quero ser mãe: como lidar com a cobrança social?

Não quero ser mãe: como lidar com a cobrança social?

Você provavelmente já ouviu alguém dizer, em alto e bom tom: “não quero ser mãe.” Embora este ainda seja um tabu, as mulheres, finalmente, têm dado voz a esse desejo e tirado um peso das costas. Sim, um peso.

A maternidade é frequentemente vista como uma obrigação de toda mulher. Embora gerar uma criança seja, de fato, um dom, nem todo mundo está preparado para assumir a responsabilidade que segue para a vida toda. Mais do que isso, nem todo mundo se sente atraído por esse papel. E está tudo bem.

Um estudo realizado em 2019 revelou que 37% das brasileiras não desejam ser mães. Estas mesmas mulheres escutam diariamente uma cobrança desnecessária. Frases como “você ainda é nova, vai mudar de ideia”; “e se vc se arrepender?”; “toda mulher precisa ter pelo menos um filho”; e “quem vai cuidar de você no futuro?” são tão comuns quanto aquelas que se referem ao relógio biológico ou à idealização de homem perfeito.

O que ninguém conta é que a maternidade não é mesmo para todo mundo. Existe a exaustão, a falta da rede de apoio e a privação de sono – além do abandono. Dados do Portal Transparência Brasil revelam que entre janeiro e outubro de 2023, quase 140 mil crianças foram registradas sem o nome do pai na certidão de nascimento. Mas a cobrança nunca chega para o homem.

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Como falar que não quero ser mãe?

Falamos muito sobre o poder do livre arbítrio: toda mulher tem o direito de escolher o seu próprio caminho. Mas pouco fazemos na prática. A escolha pela maternidade ou não ainda é muito criticada.

Existem muitas razões por trás dessa decisão. A mudança de mindset é um fator importante, já que viemos de uma realidade em que as mulheres não tinham voz e eram criadas para não ter uma profissão.

Com o passar dos anos e o aumento da participação da mulher na sociedade de um modo geral, em casa, na política e no mercado de trabalho, as prioridades mudaram. Encaixar um filho na rotina da mulher pode ser um desafio atualmente e nem todo mundo está preparado para isso.

Para driblar esse problema, nos últimos anos um movimento tem sido popularizado: o NoMo. A sigla em inglês de “No Mothers”, que, traduzido para o português pode ser comparada a “Não Mães”, é usada para se referir a essa geração de mulheres que dizem abertamente “não quero ser mãe”.

O termo foi cunhado pelas inglesas da Gateway Women, organização sediada no Reino Unido, que busca tornar essa escolha mais natural – e menos pesada – e trazer à luz discussões sobre o assunto de forma respeitosa e ampla.

Afinal, o assunto ainda é um tabu.

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Importância da terapia

Muitas pessoas acreditam que uma mulher só pode ser plenamente feliz e realizada com um filho. Isso não é verdade. Essa pressão injusta, que vem principalmente dos familiares e dos amigos mais próximos, pode levar à marginalização daquelas que optam por um estilo de vida sem filhos.

Lidar com a cobrança social não é uma tarefa tão simples. Embora muitas mulheres estejam decididas a se dedicar à carreira, viajar o mundo ou simplesmente desfrutar da liberdade de viver sem filhos, encarar essa realidade pode ser desafiador.

A terapia tem se consolidado como uma alternativa para quem precisa de apoio para bancar a decisão – e lidar com essa sociedade ainda tão preconceituosa.

Um profissional qualificado pode ajudar as mulheres a se aceitarem como são. Entender que esta é uma decisão que só cabe a ela é o primeiro passo para se livrar de um rótulo que não deveria existir.

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Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

Além do atendimento presencial, a Desenvolviver oferece psicoterapia online. Para agendar a sua consulta, ligue (11) 3539-2939 ou mande um e-mail para recepcao@desenvolviver.com.

Fernanda Correa Brito Araujo
Fernanda Correa Brito Araujo

Idealizadora e supervisora clínica da Desenvolviver, a psicóloga Fernanda Correa Brito Araujo (CRP 06/102387) tem especialização em Psicanálise Clínica, Neuropsicologia e Psicologia do Trânsito, forte experiência em Perícia Forense, Psicologia Escolar e Recursos Humanos, com passagem por multinacionais como Roche, Allergan e General Eletric do Brasil.

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