Como a terapia ajuda a superar a carência afetiva?

por | mar 5, 2020 | Relacionamentos | 0 Comentários

Todos nós apresentamos algum nível de carência afetiva, aquela sensação de solidão, de que algo está faltando. Afinal de contas, estamos constantemente em busca de alguém para complementar a nossa vida, não é verdade?

Nós, seres humanos, somos sociais. Desejamos desfrutar de momentos descontraídos ao lado dos amigos, receber o apoio dos familiares e aquecer o coração recebendo o amor de alguém.

Porém, quando essa carência afetiva é paralisante, a ponto de dependermos sempre do outro para sermos feliz e nos sentirmos amados, este comportamento passa a ser algo preocupante e merece atenção.

LEIA MAIS: Como a baixa autoestima impede a nossa felicidade?

 

O que torna a carência afetiva um problema?

O ser humano tem, sim, seus momentos de solidão, de ficar chateado porque não tem uma pessoa para um encontro romântico ou alguém disponível para uma caminhada. Mas este sentimento logo perde força e a vida segue seu fluxo normal.

Quando a pessoa se sente solitária o tempo todo e não consegue ser autossuficiente, suas relações amorosas e sociais tendem a ser prejudiciais para ela mesma e para o outro. Isso porque o (a) namorado (a), amigo (a) ou parente é visto como a única coisa que importa, levando a pessoa a achar que a sua vida só está completa se o outro estiver presente.

Dessa forma, em vez de atrair pessoas boas e sinceras, acaba espantando todo mundo ao seu redor. Ou, pior, atraindo pessoas com más intenções, que se aproveitam dessa dependência e vulnerabilidade excessiva.

Em muitos casos, a pessoa que sofre de carência afetiva também se sujeita a estar com pessoas tóxicas ou se envolver em repetitivos relacionamentos abusivos. Para o carente, é melhor contar com estas companhias do que se sentir solitário.

 

Conheça os sintomas da carência afetiva

Quem não sabe administrar a própria solidão e depende constantemente da atenção das pessoas para viver, sofre de uma forte carência afetiva. Entenda os comportamentos mais comuns apresentamos por essas pessoas:

  • Não sabe fazer planos para a própria vida

    Por depender o tempo todo da família, do parceiro ou dos amigos, todos os planos do carente afetivo estão atrelados às decisões dos outros. Qualquer atividade que seja realizada de maneira solitária ou sem a companhia dessas pessoas é facilmente descartada.

 

  • Sente ciúme em excesso

    Sentir ciúmes na medida certa é normal, porque demonstrar carinho e zelo. Porém, a pessoa carente sente ciúme de uma maneira descontrolada. Não gosta dos outros amigos dos amigos ou dos colegas de trabalho do parceiro e “supervisiona” o outro o tempo todo.

 

  • Tem medo da solidão

    A pessoa com carência afetiva não consegue ser feliz com ela mesma, nem lidar com a solidão de maneira saudável. Como está sempre à procura de alguém que lhe faça companhia, está sempre emendando um relacionamento no outro, mesmo com pessoas incompatíveis, e criando laços de amizade que nem sempre são saudáveis.

 

  • Quer agradar o tempo todo

    Nós somos seres passíveis de erros, mas quem sofre de carência afetiva não pensa dessa maneira. O pavor de perder a atenção do amigo ou companheiro é tão intenso que leva a pessoa a querer sempre acertar e fazer o outro feliz. Ela esquece de viver a própria vida e passa o tempo todo pensando em formas de agradar o outro. Este é um dos motivos pelos quais as relações com pessoas carentes são muitas vezes doentias e sufocantes.

 

  • Apresenta comportamento submisso

    A carência afetiva gera medo excessivo da perda, o que leva a pessoa a aceitar sem reclamar a todas as ordens e desejos de seus amigos e parentes, sem reclamar.

LEIA TAMBÉM: 5 motivos pelos quais as pessoas fogem de relacionamentos amorosos

 

Como lidar com a carência afetiva?

O ser humano precisa entender que é completo e autossuficiente e que o outro entra na vida para agregar e não para completar. Uma pessoa independente é mais livre e feliz e sabe dar espaço para o outro também buscar suas formas de ser feliz, o que leva à criação de relações mais saudáveis e duradouras.

Para aprender a lidar com a carência afetiva, seguem algumas dicas:

 

Reconheça que sofre de carência afetiva

O primeiro passo para a mudança é aceitar o fato de que você apresenta o problema de carência afetiva. Dessa forma será possível entender como as outras pessoas se sentem diante desta situação e o que é possível fazer para que as relações se tornem mais saudáveis.

Aceite-se do jeito que é

Aprenda a reconhecer todas as suas qualidades e defeitos para que você possa conviver bem com elas. Essa reconciliação consigo mesma vai dar um up na sua autoestima e permitir uma vida mais leve sem tanta cobrança.

 

Descubra o que você gosta de fazer

Faça uma lista das atividades que fazem bem a você (ir ao cinema, passear no parque, viajar). Quando fazemos coisas que gostamos de verdade, nos sentimos felizes e a companhia acaba sendo um complemento e não a base do bem-estar.

 

Faça terapia

Uma ajuda especializada pode levar você a entender a origem dessa carência afetiva e como lidar com ela de maneira satisfatória. Com as orientações necessárias será possível construir uma nova história e passar a ser uma pessoa mais autossuficiente e contente.

Se você está em busca de auxílio para aprender a lidar com a carência afetiva, venha conhecer a clínica de psicologia Desenvolviver.

Criado em 2017, pela psicóloga Fernanda Correa Brito (CRP 06/102387), o consultório de psicologia está localizado próximo ao metrô Santa Cruz, zona sul de São Paulo, e conta com equipe de psicólogas experientes e com diferentes especializações, todas credenciadas no Conselho Regional de Psicologia.

Além do atendimento presencial, a Desenvolviver oferece a psicoterapia online. Para agendar a sua consulta, ligue (11) 98229-5799 ou mande um e-mail para recepcao@desenvolviver.com.


Fernanda Brito

Fernanda Brito

Idealizadora e supervisora clínica da Desenvolviver, com especialização em Psicanálise Clínica e forte experiência em psicologia escolar e RH. Também promove palestras em empresas e eventos pelo Brasil, falando sobre temas como ansiedade, depressão, conflitos familiares, estresse pós-traumático, bullying, entre outros.


0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *